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6/30/2026

Web, Angola

Marcolino Moco critica alegado uso da justiça na disputa interna do MPLA e apela à ética na política

 Marcolino Moco critica alegado uso da justiça na disputa interna do MPLA e apela à ética na política
Luanda – O antigo secretário-geral do MPLA e ex-primeiro-ministro de Angola, Marcolino Moco, criticou o que considera ser a falta de coerência e de ética na condução da política angolana, apontando o recurso a processos criminais contra um pré-candidato à liderança do partido como um motivo de preocupação. Fonte: Club-k.net Numa publicação divulgada nas redes sociais, Moco afirmou que “deve haver vergonha na política”, defendendo que a ética deve continuar a ser um princípio orientador da atuação dos agentes políticos. Sem mencionar diretamente nomes, o antigo dirigente do MPLA fez referência ao processo interno que antecede o Congresso do partido, previsto para dezembro, e considerou contraditório que situações anteriormente rejeitadas pela atual liderança passem agora a ser aceites. Como exemplo, recordou a questão da chamada “bicefalia”, afirmando que aquilo que o atual líder do partido não pretendia para o seu antecessor acabou por se tornar normal na atual conjuntura. Marcolino Moco manifestou igualmente preocupação com o recurso, “de novo”, a processos criminais contra um pré-candidato ao Congresso do MPLA. Na sua perspetiva, se esse tipo de procedimento fosse aplicado de forma generalizada a casos semelhantes, poderia comprometer o funcionamento do próprio partido e, em última análise, de instituições do Estado. O antigo primeiro-ministro recordou ainda que, no passado, apresentou propostas para resolver de forma mais racional situações que descreveu como um “imbróglio”, embora sem desenvolver essas soluções na publicação. Moco esclareceu que as suas declarações não representam apoio a qualquer candidato à liderança do MPLA, sublinhando que já havia explicado anteriormente as razões da sua posição de neutralidade em relação à disputa interna. Para o antigo governante, a sociedade deve exigir padrões éticos mais elevados dos seus dirigentes, advertindo que a normalização de comportamentos considerados inadequados na esfera política contribui para a degradação dos valores sociais. As declarações de Marcolino Moco surgem num momento em que decorrem os preparativos para o Congresso do MPLA, marcado para dezembro, num contexto de debate interno sobre a sucessão na liderança do partido e de controvérsia em torno de processos judiciais envolvendo figuras políticas.

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